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Discussões sobre temas de interesse da disciplina
Em 2002 iniciamos um tema sobre uma possível mudança climática dramática, que seria "iminente".
Alguém quer retomar esta discussão?
O material antigo encontra-se aqui:
O artigo de Fernando Pedreira faz a gente pensar sobre o fim de tudo. Confesso que pra mim o assunto também causa efeito espiritualmente reconfortante, mas apenas em um sentido espiritualista de renovação e recomeço, e não no sentido que o autor expôs de usar o neocatastrofismo ironicamente como uma maneira de acabar com os avanços da humanidade.
Será que com todos os avanços que conseguimos não haverá como postergar a espécie e o conhecimento até a próxima era interglacial? Será que isso já não aconteceu antes, e seria ingenuidade nossa acreditar que a humanidade só surgiu na atual era interglacial, mesmo sabendo que já houveram tantas outras?
Não querendo ser polêmico, muito menos causar risos, mas alguém conhece a história de Atlântida? E aquelas histórias de Ufologia sobre o continente ter afundado mas terem lançado a vida pra fora da Terra? Eu? Não acredito, nem desacredito. Muito pelo contrário... ;-)
http://en.wikipedia.org/wiki/Ice_age
RD 02nov05
Considero a teoria do neocatastrofismo pessimista demais, entretanto, aceitável. Se a teoria afirma que a mudança para a era glacial é precedida por inundações, secas, tempestades, etc..., então podemos ficar apreensivos, já que vivemos crises de seca na Amazônia, furacões nos EUA e terremotos no Paquistão, por exemplo.
Acredito que uma nova era glacial poderia acabar com toda a humanidade, caso ninguém se preocupe com os fatos e a população se mantenha despreparada. Condições para contornar um possível colapso climático existem. Poderiam ser considerados: Estruturas semelhantes a estufas de plantas, adaptadas para humanos e animais. Difícil seria pensar em formas de energia alternativa à energia solar.
Quais seriam as chances dessa transição ocorrer? O mundo corporativo se preocupa com isso? Com o que se preocupar? São tantas questões...
André Kuraoka Izu 06nov05
Essa assunto é extremamente interessante. Gostaria de comentar um pouco sobre o que meus colegas levantaram e depois acrescentar algumas coisas:
* RD: considero um tanto quano estranha essa posição de usar o neocatastrofismo uma maneira de acabar com os avanços da humanidade. A primeira idéia que me vem a cabeça é a de punição pelo que a raça humana está fazendo com a Terra, e punição não é, pois as eras glaciais acontecem com ou sem a interferência do homem. Também me questiono sobre as capacidades do ser humano (que não é mais um simples predador) em tentar alterar um pouco o rumo natural das coisas. Sobre Atlântida, essa é sempre a palavra que me vem na cabeça ao pensar em eras glaciais, pode ser excesso de inocência minha, mas também fico na mesma posição que você. Não me atreveria a dizer que Atlântida nunca existiu, mas isso aí já é outra história.
* André: discordo quando você diz que podemos ficar apreensivos devido aos desastres naturais que estão ocorrendo na Terra esse ano. Acredito que isso possa ser uma mera coincidência, todos os anos são repletos desse tipo de acontecimento. A única diferença é que esse ano tiveram alguns mais fortes, mas ainda acho isso uma mera coincidência.
Minha dúvida fica com relação aos períodos pós glaciações. Acredito que uma mudança tão brusca na temperatura deve alterar todo o balanceamento (se é que podemos chamar isso de balanceamento) químico que estamos vivendo atualmente. Por mais que consigamos evitar o os efeitos do período glacial numa primeira instância, seríamos capazes de aguentar as conseqüências dele? Dificilmente...
Obs: Aproveitei para colocar linhas separando os comentários, fica mais fácil para visualizar.
Renato Pelizzari da Silva 08nov05
No artigo, acho que o Fernando foi muito pessimista ao dizer que o fim do mundo vem junto com uma nova era glacial. Até lá, tenho certeza de que as pessoas irão fazer algo a respeito. Se a nova era acontecesse agora, eu chutaria que mesmo assim sobreveviríamos, se acontecer daqui a 300 anos, eu tenho quase certeza de que estaremos plenamente preparados.
Eu sempre acreditei no ser humano, a capacidade de criar, descobrir e recriar. Atravessamos mares, cruzamos os céus e viajamos para o espaço. Vivemos no gelo, no deserto, climas úmidos e climas secos. Em uma era de gelo, muitos morrerão, com certeza, mas mesmo assim ainda teremos sobreviventes que irão prosperar.
A conclusão dele vai contra o meu pensamento, pois o ser humano ainda tem muito a aprender, desenvolver e evoluir. Acreditar que estamos no nosso limite é ingenuidade. No futuro podemos não ser mais o Homo Sapiens, estaremos mais evoluídos, mas ainda assim, seremos Humanos.
Eduardo Kasa 10nov05
... --rlopes, Mon, 21 Nov 2005 03:00:44 -0300 reply
Pelo que eu li sobre eras Glaciais (e descobri que é preciso estudar MUITO de geologia /metereologia para entender um grama do assunto) não acredito num fim glacial. Eu explico:
1. Tecnicamente falando estamos num período Glacial porque o gelo das calotas polares cruzam as linhas dos círculos polares. Então, nosso temor não é de uma era glacial, mas uma era Glacial severa o bastante para trazer o caos.
2. A mais severa era glacial do último bilhão de anos ocorrera entre 800 a 600 milhões de anos atrás e embora alguns cientistas tenham sugerido a formação de uma Terra na forma de uma bola de neve, a hipótese é ainda muito controversa.
3. O efeito estufa é o responsável pelas elevadas temperaturas na superfície de Vênus (superiores a 400ºC). Isto significa que a emissão de gás carbônico é um dos principais fatores que determinam o clima do planeta terra.
Paradoxalmente, a emissão de gás carbônico pode acelerar o processo de glaciação. Isto ocorreria porque as correntes marítimas seriam desaceleradas pela aumento da homogenidade da temperatura do planeta. De fato, é os cientistas precisam compreender a mecânica da glaciação para que possamos fazer projeções mais realistas na eventualidade do fenômeno se concretizar.
Rodrigo Di Lorenzo Lopes