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A memória e o caos digital


Medicina
Enquanto aumenta a velocidade da informação, diminui a capacidade de nosso cérebro armazená-la
A era digital trouxe inovações e facilidades para o homem que superaram de longe o que a ficção previa até pouco tempo atrás. Se antes precisávamos correr em busca de informações de nosso interesse, hoje, úteis ou não, elas é que nos assediam: resultados de loterias, dicas de cursos, variações da moeda, ofertas de compras, notícias de atentados, ganhadores de gincanas etc. Por outro lado, enquanto cresce a capacidade dos discos rígidos e a velocidade das informações, o desempenho da memória humana está ficando cada vez mais comprometido. Cientistas são unânimes ao associar a rapidez das informações geradas pelo mundo digital com a restrição de nosso "disco rígido" natural. Eles ressaltam, porém, que o problema não está propriamente nas novas tecnologias, mas no uso exagerado delas, o que faz com que deixemos de lado atividades mais estimulantes, como a leitura, que envolvem diversas funções do cérebro. Os mais prejudicados por esse processo têm sido crianças e adolescentes, cujo desenvolvimento neuronal acaba sendo moldado preguiçosamente.

Responda sem pensar: qual era a manchete do jornal de ontem? Você lembra o nome da novela que antecedeu O Clone? E quem era o técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994? Não ter uma resposta imediata para essas perguntas não deve ser causa de preocupação para ninguém, mas exemplifica bem o problema constatado pela fonoaudióloga paulista Ana Maria Maaz Alvarez, que há mais de 20 anos estuda a relação entre audição e recordação.

A pedido de duas empresas, ela realizou uma pesquisa para saber o que estava ocorrendo com os funcionários que reclamavam com freqüência de lapsos de memória. Foram entrevistados 71 homens e mulheres, com idades de 18 a 42 anos. A maioria dos esquecimentos era de natureza auditiva, como nomes que acabavam de ser ouvidos ou assuntos discutidos. (Por falar nisso, responda sem olhar no parágrafo anterior: você lembra o nome da pesquisadora citada?)

Ana Maria descobriu que os lapsos de memória resultavam basicamente do excesso de informação em conseqüência do tipo de trabalho que essas pessoas exerciam nas empresas, e do pouco tempo que dispunham para processá-las, somados à angústia de querer saber mais e ao excesso de atribuições. "Elas não se detinham no que estava sendo dito (lido, ouvido ou visto) e, conseqüentemente, não conseguiam gravar os dados na memória", afirma.
Ilustração de Ronaldo L. Teixeira sobre foto Reuters
ARQUIVO CEREBRAL
As chamas no World Trade Center provavelmente ficarão gravadas na memória de quem viu a cena. O mesmo pode não ocorrer com outros estímulos recebidos naquele mesmo momento

Passividade nociva
Nada muito diferente do que ocorre com dez entre dez moradores das grandes cidades brasileiras. "O excesso de informação, que recebemos de maneira passiva, como as mudanças rápidas de imagens na TV ou na internet, deixa o cérebro preguiçoso e dificulta o processo de retenção", diz Ana Maria. Calcula-se que nas últimas três décadas a humanidade produziu um volume de informações maior do que nos 5 mil anos precedentes e em breve estará duplicando a cada quatro anos.
Para citar apenas o conhecimento impresso, cerca de mil livros são publicados no mundo diariamente. Os números constam do livro Ansiedade de Informação, do americano Richard Saul Wurman, no qual ele explica que, além de não reter vários fatos importantes, nossa memória, quando sobrecarregada, descarrega arquivos arbitrariamente. "É por esse motivo que, após ouvir uma palestra rica em informações, você não só esquece de tudo o que disse o orador, mas até onde estacionou o carro", exemplifica Wurman. É como se o nosso cérebro funcionasse como uma jarra cheia, cujo conteúdo começa a transbordar. Em pessoas saudáveis, o problema se manifesta na formação de novas memórias e na evocação das antigas. Para entender como esse mecanismo funciona – ou enguiça – é preciso saber como se formam os diferentes tipos de memória existentes.

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