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Água - Um bem limitado

Água para o Estado de São Paulo

O Brasil possui 13,7% de toda a água doce do planeta e, desse total, 7% encontra-se na região da bacia hidrográfica do rio Paraná, que inclui o rio Tietê. O Estado de São Paulo tem 1,6% da água doce brasileira. O mais famoso rio que atravessa o Estado é o Tietê.

Marco da nascente do rio Tietê
Ele nasce na Serra do Mar, em Salesópolis, a 96 quilômetros de distância da capital, e percorre 1.100 quilômetros até desaguar no rio Paraná. Na nascente ele é limpo e puro, um pequeno filete.
No seu trajeto, vai recebendo afluentes e se torna volumoso. Ao passar por Mogi das Cruzes, o Tietê ainda tem oxigênio, que permite a vida aquática. Mas, à medida que se aproxima da capital, vai recebendo grande carga de detritos domésticos e industriais e se torna um dos rios mais poluídos do mundo.

Seu nível de poluição atinge o ponto máximo quando atravessa o município de São Paulo. Seguindo aproximadamente 300 quilômetros rio abaixo, na região de Barra Bonita, o Tietê já vai se tornando menos poluído. Mas, se não receber o tratamento adequado, essa região será uma das próximas a sofrer com a poluição de suas águas, sem contar que aí desembocam dois afluentes do Tietê: os rios Piracicaba e Sorocaba, já bastante comprometidos.

No trecho da Região Metropolitana de São Paulo, o Tietê tem uma vazão média anual de água insuficiente para atender as necessidades de uma metrópole desse porte. Dos 625 municípios do Estado de São Paulo, 296 são atendidos por serviços municipais de saneamento e abastecimento. Os outros 329 são atendidos pela SABESP - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo -, que é a empresa responsável pelo abastecimento de água e pela coleta e tratamento de esgotos.

O pico de consumo de água para atender 16 milhões de pessoas na Grande São Paulo é de 69 mil litros por segundo. Atualmente, a SABESP consegue produzir 60 mil litros por segundo, em média. Metade dessa produção vem de fora da bacia do Alto Tietê. Vem dos formadores do rio Piracicaba. O fato de ter de buscar água longe da capital exigiu investimentos mais altos. Ainda assim, a cidade tem um déficit de 10% no abastecimento.

"Esse volume grande de informações que nós estamos passando tem uma direção. O que a SABESP na verdade pretende com isso? Em primeiro lugar, cumprir o seu papel de empresa de saneamento, que tem como direção fundamental a qualidade de vida das pessoas. O saneamento - água, esgoto sanitário - tem importância fundamental para a saúde pública. Mas nós temos que nos compenetrar que a água, apesar de muitas pessoas julgarem erradamente que é um bem ilimitado, tem condicionantes de quantidade e de qualidade. É por isso que a SABESP desenvolve vários programas, como o controle de perdas - que tem como objetivo reduzir as perdas físicas e não físicas de água de seu sistema - e o programa de uso racional da água, que tem como objetivo fazer com que a população não desperdice esse bem precioso, não só em termos de desperdiçar o bem em si, mas no sentido de fazer com que as suas contas tenham valores menores. Nesse sentido, a SABESP tem como objetivo não só preservar o bem, mas fazer com que economicamente a população tenha condições de pagar suas contas de água em valores compatíveis com o rendimento de cada um. Nós temos uma meta fundamental: fazer com que toda a população do Estado de São Paulo e, basicamente, aqueles que estão vivendo nos municípios em que a SABESP opera, tenham, até o final de 1998, CEM POR CENTO de abastecimento de água. Para isso, na região metropolitana, que mais sofre com o problema em função dos rodízios, nós temos um programa chamado Metropolitano de Água, com o objetivo de eliminar esse problema até o final de 1998".

Antônio Marsiglia Neto
Vice Presidente
Distribuição de Água - SABESP
Uma Forma Equilibrada de Distribuição da Água

O aumento no consumo de água potável, o déficit no abastecimento e as limitações que existem nos sistemas produtor e distribuidor, têm provocado a adoção do rodízio no fornecimento de água. Numa cidade como São Paulo, o rodízio é uma necessidade e é a ferramenta da administração para regularizar a demanda e para que todos possam ter água disponível.

"Quando a temperatura se eleva, o consumo de água aumenta. Para que não se fique com deficiência no abastecimento, a Sabesp adota um sistema de rodízio para oferecer a água disponível de uma forma mais equilibrada e justa. Dessa maneira, as pessoas que estão submetidas a rodízio podem ter garantia de que naqueles dias determinados a água irá chegar para o seu abastecimento. Agora, para eliminar completamente o problema do rodízio na Região Metropolitana, a Sabesp está investindo 693 milhões de reais no programa Metropolitano de Água. É um programa de obras que, através da construção de várias estações de tratamento, reservatórios e tubulações, permitirá que, ao final de 98, seja eliminado completamente o rodízio em toda a nossa região".

Amauri Pollachi
Engenheiro - SABESP
Controle Operacional


O rodízio no fornecimento de água altera o cotidiano nas residências, no comércio e na indústria. Mas, toda a população tem o dever de colaborar, economizando e programando a execução das tarefas que mais usam água para os dias em que o abastecimento esteja regularizado. Dessa forma, todos estarão preservando a água da sua caixa para os períodos de corte no fornecimento.
O Tratamento da Água



São sete grandes sistemas produtores de água potável na Região Metropolitana de São Paulo: Cantareira, Guarapiranga, Alto e Baixo Cotia, Alto Tietê, Rio Claro e Rio Grande.

O maior deles é o Cantareira, responsável por 33 mil litros de água por segundo. A água produzida nos sete sistemas chega aos consumidores através de 1200 quilômetros de grandes tubulações ou adutoras, reservatórios e 23 mil quilômetros de redes de distribuição.


O tratamento da água tem a finalidade de eliminar as impurezas prejudiciais e nocivas à saúde. Quanto mais poluído o manancial, mais complexo será o processo de tratamento e, portanto, mais cara será a água.

"Na estação de tratamento de água nós recebemos a água bruta. Ela recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar aquelas partículas, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira".

Edgard Nardini de Lima Engenheiro/
SABESP Chefe Divisão do Sistema Guaraú

Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.
Aqui no floculador, os motores agitam a água em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos. Em seguida, a água passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados vão se depositar.

Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador. Somente a água da superfície sai dos decantadores e passa pelo processo de filtragem, para retirar o restante das impurezas. Nessa fase, recebe nova adição de cloro.

O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo. O padrão de potabilidade da água tratada e consumida pela população de São Paulo segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana. Dessa forma, evita-se o surgimento de grandes surtos de epidemias, como a cólera e o tifo. E a SABESP faz o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição.

Perdas de Água
A água, depois de tratada, é levada à população através da rede de distribuição, um conjunto de tubulações e peças especiais que exigem operações adequadas e manutenção sistemática. Mas, podem ocorrer acidentes no percurso da água, provocando rompimentos nas tubulações e a conseqüente perda de água.


As perdas de água potável são calculadas tendo como base a diferença entre o volume consumido registrado pelo conjunto de hidrômetros e o volume produzido pelos sistemas.

Existem dois tipos de perda: a física e a não física. A perda física é a água perdida em vazamentos, aquela que não chega ao consumidor.

A perda não física é a água usada pelos consumidores, mas que não é medida pela empresa de abastecimento de água, como as ligações clandestinas e outros tipos de fraudes. Dessa forma, obtém-se a perda total de 42 por cento do que é produzido na Região Metropolitana de São Paulo. No sistema público, o Programa de Redução de Perdas da SABESP visa, até 1998, reduzir a perda para 24 por cento. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve um programa de uso racional de água.

Uso Racional da Água
"O Programa de uso Racional da Água é um programa que a SABESP já vem desenvolvendo há algum tempo. Esse programa é muito extenso e abrange vários outros tipos de projetos, como o reuso e reciclagem de água, de indústrias, de estação de tratamento, de controle de evaporação de mananciais, de controle de perdas. No momento ela está dando ênfase para o programa de Uso Racional de Água dentro das residências. Nós usamos o prédio principal da empresa, a sede principal, para começar esse trabalho

Torneira com arejador de água
E nós trocamos alguns equipamentos economizadores de água, do tipo torneiras com arejadores e bacias sanitárias de 6 litros por descarga.

Posteriormente, implantamos esse programa do Uso Racional na cozinha industrial da SABESP. Fizemos uma campanha educativa junto aos funcionários da cozinha e começamos esse trabalho em março. Depois de 8 meses, observamos uma grande redução.

Nós tínhamos, no início, o consumo de 32 litros por refeição e hoje estamos com 18 litros por refeição. A SABESP pretende estender esse programa de Uso Racional de Água para as cozinhas industriais da Região Metropolitana de São Paulo e também para as residências".

No próximo século, a água doce será o recurso natural mais disputado na maioria dos países. No Brasil existe água em abundância, mas existe também o desperdício e o comprometimento dos mananciais.

Aqui, o uso da água segue em direção oposta a dos países desenvolvidos que, desde a década de 70, vêm adotando programas de conservação. Um deles é o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes. Inúmeros países tornaram obrigatória a adoção de equipamentos sanitários mais econômicos no consumo de água.

Por exemplo, a válvula de descarga, que ao ser acionada gasta de 10 a 30 litros de água, foi substituída pela caixa acoplada ao vaso, que descarrega apenas 6 litros por vez.
Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo. Nos Estados Unidos, além de ser obrigatório o limite de 6 litros para a descarga, a legislação também limitou a vazão de chuveiros e torneiras em 9 litros de água por minuto, o que resultou numa redução de 30 por cento no consumo de água. Aqui no Brasil existem algumas experiências que estão sendo feitas pela SABESP em conjunto com o IPT e com a Escola Politécnica da USP. Uma delas foi realizada no Colégio Vera Cruz e vem dando bons resultados.
"Desde 94, a Escola Vera Cruz trabalha e se preocupa com essa questão da água. Nós instalamos no prédio do primeiro grau a torneira econômica e obtivemos resultados muito positivos.

Nós obtivemos uma economia em torno de 33 por cento de água. O grande trabalho também é feito junto aos alunos, no sentido de mostrar que água é um bem que está escasseando no nosso planeta.

No prédio do segundo grau, nós projetamos um vaso com caixa acoplada e torneiras econômicas também. E com os alunos nós estamos começando um trabalho de mostrar a importância da água e a importância de nós economizarmos a nossa água".
Profº. Edaival Mulatti, Coordenador
2º Grau da Escola Vera Cruz
Conservação da Água

É claro que a conservação da água depende, sobretudo, de ações educativas junto à comunidade, que deve ser esclarecida com relação aos prejuízos que a poluição provoca. E depende, também, de uma série de leis e regulamentos que as autoridades devem implantar.

Poluição no Rio Tietê
A falta de planejamento em relação aos recursos hídricos precisa acabar. É necessário que haja administração racional, que não vise apenas aumentar a oferta de água com grandes investimentos em obras, mas se preocupe, principalmente, em conservar, preservar e reaproveitar a água que temos. A sua conservação exige, entre outras coisas, a coleta e o tratamento de esgotos, que atendem aos aspectos sanitários e legais. O controle da ocupação urbana e o tratamento dos esgotos são primordiais na proteção dos mananciais.
Os países desenvolvidos proíbem o despejo de esgoto industrial e doméstico sem tratamento nos rios e represas para garantir a reutilização segura dessas águas. A água de esgoto tratado não é potável , mas serve para usos menos nobres.


"O tratamento de esgotos é um processo fundamental para o controle da poluição das águas, recuperação da qualidade das águas servidas e diminuição da poluição ambiental.
Despejos industriais e domésticos, quando lançados em córregos ou rios, comprometem seriamente a qualidade das águas, propiciando a incidência de doenças de veiculação hídrica.
Por isso, o tratamento de esgotos, torna-se cada vez mais necessário, associado a uma política de conscientização para controle da poluição".


Despejo de esgoto doméstico
Aqui em São Paulo a SABESP está desenvolvendo um arrojado programa de tratamento de esgotos dentro do Projeto Tietê. Um empreendimento de quase um bilhão de dólares, que pretende reduzir a poluição desse importante rio de São Paulo, além de contribuir grandemente para melhorar a qualidade ambiental.
Reuso e Qualidade da Água

As indústrias dos Estados Unidos, Japão e Alemanha aumentaram sua produtividade e, ao mesmo tempo, reduziram o consumo de água, a partir do programa de reutilização. No Japão, foram mudadas as regras da construção civil. Lá, os condomínios, hotéis e hospitais passaram a ser construídos com sistemas particulares de reaproveitamento de águas servidas. Por exemplo, a água que sai pelo ralo do box ou da banheira segue por canos independentes até um pequeno reservatório que abastece os vasos sanitários do edifício. Só então ela vira esgoto, que, em algumas cidades, é tratado e reutilizado em processos industriais.

O tratamento dá condições de reutilização da matéria-prima água. O reuso "não planejado" de água já é adotado na Região Metropolitana de São Paulo. Mas deve ser implementado o reuso "planejado", uma vez que os mananciais da bacia do Alto Tietê já estão sendo superexplorados. A Constituição Brasileira determina que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, um bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida e é dever do Poder Público e da coletividade defender e preservar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras". Apesar das inúmeras tentativas, essa preservação tem deixado a desejar. Córregos e rios são usados pela população como depósito de lixo.

Vejamos um exemplo:
diariamente, as pessoas tentam se livrar do lixo muitas vezes jogando-o pela janela, seja a do carro, seja a de casa. Você já imaginou se todos fizessem isso, o que aconteceria com nossos rios, já tão poluídos? Um pedaço de papel jogado na Avenida Paulista irá descer pela encosta e, dependendo do lado em que o vento soprar, deverá chegar ao rio Tamanduateí ou rio Pinheiros. Qualquer um dos dois rios que receba esse papel irá levá-lo, certamente, ao rio Tietê. E se acumulará ao resto do lixo que é despejado nesse rio.

O papel demora um certo tempo para dissolver na água. Imagine os outros tipos de lixo despejados nesses rios e nos mananciais que abastecem a cidade! Por outro lado, como alguns rios da Grande São Paulo estão canalizados, as pessoas têm a impressão de que eles não existem. E como não são vistos, dificilmente a população lutará por sua qualidade.

E, por falar em qualidade, a água potável, tratada, que sai da rede de distribuição e chega às nossas casas, pode não chegar tão limpa às nossas torneiras. Você já parou para analisar as condições do encanamento de sua residência? Ferrugem e sujeira nos canos podem prejudicar a água potável que chega à sua casa.
E a caixa d'água? Ela precisa ser limpa e desinfetada com cloro a cada 6 meses, usando escova de fibra vegetal ou plástico macio.
Nunca use sabão, detergente ou outro produto químico.
A água clorada que foi usada na desinfecção da caixa pode ser utilizada para lavar quintal e banheiros, por exemplo. Não se esqueça de verificar a bóia. Quando desregulada, pode provocar elevadas perdas de água pelo ladrão. E o que é fundamental: mantenha a caixa sempre muito bem tampada, para evitar a entrada de insetos e pequenos animais, que podem contaminar a água e provocar graves doenças.
Como Economizar Água

Você sabe quanto custa a água que consumimos? Um real cada mil litros. Parece pouco, mas esse custo poderá ser bem mais alto se a água não for utilizada de forma adequada, sem desperdícios. O cálculo da tarifa é progressivo: quanto maior o consumo, maior é o preço. A faixa de consumo de água por pessoa varia de 150 a 400 litros por dia.

Se a água for usada com economia, de maneira racional, o consumo será menor. E a conta também. Vamos mostrar, na prática, como podemos economizar. Vamos começar verificando os vazamentos.

Para isso, você pode fazer alguns testes.
Feche o registro do cavalete de entrada da água em sua casa. Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede de água - por exemplo, a do jardim ou a do tanque - e espere até escoar. Pegue um copo cheio d'água e coloque-o na boca da torneira. Se houver sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no cano.

Outra maneira de detectar vazamento é fechar todas as torneiras e registros da casa e verificar se no hidrômetro, aparelho que mede o consumo de água, ocorre movimento dos números ou do ponteiro do relógio. Caso isso aconteça, certamente existe vazamento. Por exemplo, um pequeno buraco de dois milímetros, do tamanho da cabeça de um prego, vai desperdiçar em torno de 3.200 litros de água por dia. Esse volume é suficiente para o consumo de uma família de 4 pessoas, durante 5 dias, incluindo limpeza da casa, higiene pessoal, preparação de alimentos e água para beber.


Além desses cuidados, existem outras maneiras de economizar água. Se a pessoa escovar os dentes em 5 minutos e fizer a barba em mais 5 minutos, deixando a torneira aberta, estará gastando 24 litros de água por dia, só com essas duas atividades, quantidade de água que uma pessoa poderia beber durante 12 dias.
Se a pessoa fizer essas mesmas atividades de maneira mais econômica, ou seja, mantendo a torneira fechada e só usando água quando for necessário, gastará, em média, dois litros. A economia será de aproximadamente 22 litros por dia.

Evite usar o vaso sanitário como cesto de lixo. Papel, cotonete, algodão, pontas de cigarro não devem ser jogados no vaso. Se os 16 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo deixarem de usar uma descarga por dia por causa desse lixo jogado em lugar indevido, serão economizados cerca de 160 milhões de litros d'água diariamente, o que equivale ao abastecimento de uma cidade do porte de Santo André, na Grande São Paulo.

Além de se evitar o tratamento de um volume maior de esgoto. Um dos recordistas do consumo de água no Brasil é o chuveiro. O banho de 15 minutos com ducha consome 135 litros de água por banho, com meia volta de água de abertura.


Com o chuveiro elétrico comum, o mesmo banho vai consumir 45 litros. Uma grande economia pode ser conseguida se o tempo de banho for reduzido para 5 minutos e se o chuveiro ficar fechado enquanto a pessoa se ensaboa.
Outro detalhe: a ducha gasta 3 vezes mais do que o chuveiro comum. Existem modos econômicos também para lavar a louça, ensaboando com a torneira fechada e usando água só para enxaguar.
A roupa também pode ser lavada com economia. Deixe acumular. Não lave poucas peças por vez. Isso serve para o tanque e para a máquina de lavar.
Evite lavar calçadas e quintais. Não faça da mangueira a sua vassoura hidráulica. Varrer dá o mesmo resultado.
Lavar o carro durante 30 minutos com abertura de meia volta na torneira consome de 216 a 560 litros de água por lavagem. Se você usar um balde de 10 litros para molhar o carro e mais 3 baldes para enxaguar, você estará consumindo 40 litros por lavagem. É uma economia significativa.

É preciso evitar desperdícios. Uma torneira mal fechada, pingando, gasta 46 litros por dia, quantidade suficiente para matar a sede de uma pessoa por 20 dias. Se por descaso do usuário a torneira ficar aberta por 15 minutos com um quarto de volta, enquanto atende ao telefone, por exemplo, o gasto será de 108 litros. Com meia volta, 280 litros. Com uma volta completa, 380 litros de água serão gastos.



Hoje, quando há algum desperdício pelo uso abusivo de água, ninguém se incomoda. Mas esse comportamento terá de mudar.
Economizar e conservar a água é fundamental.
A consciência de que é preciso mudar está crescendo.Todos nós sempre dependemos da água. Agora a água também dependerá de nós, de nossas atitudes e comportamentos, de nosso grau de civilidade.

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