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Caso ET de Varginha

Similaridades com Roswell

Entrementes, passamos a receber relatos da condução de um dos seres ainda vivo para a ESA e a retirada do Hospital Humanitas, também em Varginha, do cadáver de outro. Estes são os fatos principais do enredo já tão conhecido. Mas ocorrências paralelas como as até aqui citadas foram e são pouco comentadas. Contribuem, no entanto, para toda a controvérsia que se firmou em torno do caso, desde a sua divulgação. Muitas delas representam contradições, outras podem demonstrar apenas a influência da força dos boatos. Em suma, mostram que casos desse tipo são ricos para qualquer tipo de análise, não apenas sob os interesses da Ufologia, mas notadamente da sociologia e da psicologia.

Por outro lado, complicam a história de tal forma que acabam por constituir um complexo enredo, em que é preciso isenção e o máximo de atenção. Ou representam até a objetividade de acontecimentos reais, disfarçados ou obscurecidos pelo comportamento precipitado do próprio pesquisador. Ou se age adotando como verdadeiro um depoimento desses, sem critério e imparcialidade, ou, ao contrário, se descarta o mesmo em virtude de um raciocínio popular, com o mesmo extremo risco de equívoco. Sobre o depoimento do piloto de ultraleve, por exemplo, muitos pesquisadores preferiram classificá-lo como inverídico, pela sua semelhança com o “material que retomava a forma”, que tanto marcou o Caso Roswell, passado em julho de 1947, nos Estados Unidos. Ao se partir para um raciocínio tão superficial a contra argumentação poderia vir em mesmo nível de singeleza – se um suposto disco voador caíra em Roswell, naquele ano, e se compunha de um material com tal característica, que também faria parte de outro UFO acidentado em Três Corações, em 1996 –, seria óbvio que a testemunha observasse idêntica propriedade naquele material. Como poderia ser óbvio que estivesse copiando o caso norte-americano, apenas para ter o gosto de fazer parte do enredo do caso mineiro?

Estes comentários inspiram-se nos aspectos de comportamento que são, paralelamente, uma rica fonte também oferecida pelo Caso Varginha. Comportamento não apenas do público em geral, dos habitantes das cidades envolvidas, mas principalmente dos próprios ufólogos, essa classe de pioneiros que se dedica a um fenômeno fascinante, por vezes excessivamente fascinados. Das centenas de artigos, sites na Internet, comentários, críticas, dos dois livros que já foram publicados sobre o caso etc, pode-se desconfiar que a grande maioria dos ufólogos pouco aproveitou. Muitos, atentos exclusivamente a fatos isolados, veiculados pela imprensa, deixam de se aprofundar nas informações oferecidas pelas fontes diretas da investigação. E, então, adotam um dos extremos – ou aceitam sem espírito crítico, ou negam também sem critério e atenção.

Este artigo tem, pois, a breve finalidade de destacar algumas afirmações e fatos paralelos, apenas para ilustrar que, num estudo de caso, não se pode restringir à observação do que foi objeto de sensacionalismo, de destaque. É em virtude desse comportamento que muitos ainda acham que as afirmações dos pesquisadores diretos do caso são fundadas apenas no depoimento de três garotas, que teriam avistado uma criatura que lhes parecera estranha, por menos de 10 segundos, e saíram correndo apavoradas. Que toda uma história complexa possa ser resumida na “aparição de animais enviados por extraterrestres”, como a eles se referiu um importante ufólogo brasileiro, ou, antes, que tudo não passava de “aberrações genéticas de laboratório que escaparam”, segundo outro estudioso.

É indispensável que todas as nuances de um evento como este sejam consideradas, sem desprezar depoimentos não referendados por outros, ainda que aparentem somente a aventura de interesseiros e o delírio de fantasistas. Em Ufologia, e por vezes até entre os detratores dela, parece haver o pouco esforçado costume de se considerar como ciência apenas as disciplinas ditas naturais, as exatas, como as que exigem a comprovação material por dissecação ou análise em laboratório e por instrumentais. Como se a prova testemunhal não o fosse, mas se tratasse de algo inválido. Este equívoco pode ser atribuído à ignorância dos que não têm experiência ou conhecimento suficientes para uma calma e profunda análise de depoimentos, como se faz na técnica forense. Tal como, ao inverso, procedem os ignorantes em física, química e biologia, enfim, que não têm condições de valorizar a prova material. Complica-se mais o estudo quando entram em jogo, da mesma forma, a dicotomia e os extremos de teorias de explicação fácil.

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